Elaboração de queijos
O princípio básico da elaboração de queijos segue o mesmo padrão para todos os tipos, o que muda é o modo com o qual eles são conduzidos. Inicia-se, naturalmente pelo leite, que deve ser submetido a alguns critérios que interferem na coagulação de natureza ácida ou enzimática (ação dos coagulantes).
No primeiro caso (coagulação ácida), as bactérias lácteas fermentam a lactose em ácido láctico, resultando num abaixamento do pH (acidificação) e uma coagulação das proteínas (queijos como oPetit Suisse, Labne, Quark e grande parte dos queijos franceses artesanais). No segundo caso (coagulação enzimática), as enzimas específicas presentes no coagulante é adicionada ao leite, atuando sobre a caseína (especificamente sobre a K-caseína e coagulando o leite).
Na sequência da coagulação forma-se a chamada coalhada, isto é, uma massa gelatinosa (malha tridimensional na qual estão retidos os glóbulos de gordura) e o soro, parte aquosa do leite (no qual estão dissolvidos a lactose e sais minerais). O soro é removido tanto quanto possível (conforme a técnica empregada), pelo corte adequado da coalhada.
Uma vez quebrada a coalhada (cortada com auxílio das liras de corte), inicia-se a definição de cada tipo de queijo. Via de regra, após o corte a massa é deixada em repouso por um período de 3 a 5 minutos findo os quais, inicia-se a fase da mexedura da massa (formada pelos inúmeros grãos que são definidos conforme o tipo de massa a elaborar; para massas frescas grãos maiores e para massas secas grãos menores).
A condução para cada tipo de queijo se dará empregando-se maior ou menor tempo e intensidade da mexedura; temperatura a ser empregada (queijos mais secos maior calor empregado).
Enfim, a partir do corte da coalhada inicia-se a definição para cada tipo de queijo conforme o trabalho mecânico a ser empregado.
No soro resultante da fabricação, permanece pequena parcela de gordura (que pode ser desnatado para preparação de manteiga), além de sais minerais, vitaminas, grande parte da lactose (açúcar do leite) e principalmente as proteínas séricas (que somente são coaguladas pela ação do calor).
Preparo do leite
O leite adequado para a elaboração de queijos deve cumprir o que preconiza a Instrução Normativa 62, anteriormente comentada. Todo leite pode de certa forma ser padronizado em seu teor de gordura conforme alguns atributos técnicos desejáveis e em cumprimento da legislação.
Após a padronização do leite, executa-se o tratamento térmico denominado de pasteurização, processo este obrigatório para produtos processados e destinados ao consumo.
A pasteurização é realizada a uma temperatura de 65°C durante 30 minutos (baixa e lenta) ou 72 – 75°C durante 15 segundos (pasteurização alta e rápida).
Em qualquer caso, em nenhum momento deverá ser superior que 75°C (para a elaboração de queijos), limiar acima do qual favorece a desnaturação das proteínas do soro com consequente perda da sua capacidade para coalhar.
O próximo passo é a adição dos ingredientes (semelhantes em quase todos os tipos de queijos) numa temperatura que vai de 32 a 38°C.
Normalmente adicionamos o fermento lácteo (bactérias lácteas balanceadas) que promovem a produção de ácido lático (importante na fase de elaboração da massa, ponto e envelhecimento), promovendo também o aroma típico característico ao final da maturação.
Para alguns tipos de queijos especificamente, além do fermento lácteo tradicional são adicionados outros tipos de microrganismos como, por exemplo, nos queijos azuis (Gorgonzola, Stilton, Roquefort), adicionados de esporos de mofo: Penicilluim roqueforti e P. glaucum.
Nestas fases preparativas segue a fase mais importante do processo da elaboração dos queijo, isto é, a preparação da coalhada, que pode ser via fermentação ácida ou enzimática (ação dos coagulantes).
Padronização do leite
Em termos práticos a padronização do leite para elaboração de queijos é feita alterando o teor de gordura do mesmo. Na produção de queijos artesanais os queijos são frequentemente elaborados a partir de leite integral (leite cujo o teor de gordura não foi padronizado ou regulado).
A padronização visa essencialmente o balanceamento gordura/ proteína do leite traduzindo em características próprias de textura, aroma e consistência.
Pasteurização
O perigo de transmissão ao homem, pelo leite, dos germes de certas doenças, levou a técnica da pasteurização a um desenvolvimento que seu genial inventor não poderia prever e criou-lhe as bases científicas em que hoje se assenta.
A pasteurização é um tratamento térmico conjugado a um determinado tempo; e é necessária não somente para destruição dos germes patogênicos (causadores de doenças) como também a destruição da quase totalidade dos germes banais, que apesar de não causarem nenhum perigo à saúde do homem podem originar alterações nos produtos.
Não se trata de um processo para recuperar as qualidades originais do leite, mas um tratamento para prolongar as características organolépticas, físicas e nutritivas.
Das muitas combinações e correlações de tempo/temperatura, resultam vários tipos de pasteurização e, portanto, de pasteurizadores (equipamentos que podem ir desde os modelos mais simples até aos mais complexos, com comandos automáticos, sistemas registradores e variados aparelhos de precisão).
Em síntese, o ato da pasteurização alcança duas finalidades básicas:
A primeira é a destruição de todos os germes, que via leite, podem causar doenças como a tuberculose, brucelose, viroses, cólera e difteria.
A segunda finalidade cumpre um papel técnico que é a destruição da quase totalidade das bactérias saprófitas, que não causam doenças, porém são capazes de alterar a qualidade do produto final (cheiro e odor, sabor, aspecto).
Pasteurização lenta
Constitui do aquecimento utilizando um ou mais tanques de parede dupla (com invólucro externo isotérmico), no interior do qual pode-se circular água aquecida por vapor, vapor, água industrial ou água gelada.
O leite lançado ao tanque, que deve estar munido de agitador mecânico, será aquecido e mantido a uma determinada temperatura por um determinado tempo. Concluído este tempo, o leite é arrefecido, substituindo o agente calorífero por água gelada, água industrial ou algum outro agente refrigerante.
Pasteurização lenta para queijos:
Temperatura de 65ºC com manutenção do leite por 20 a 30 minutos.
Pasteurização rápida – sistema à placas
Conhecida como a pasteurização executada numa alta temperatura por pouco tempo. Trata-se de um sistema em que o leite é aquecido em circuito fechado.
O equipamento mais utilizado neste tipo de pasteurização é o sistema à placas no qual o leite será aquecido à 72 – 75° C por 15 a 16 segundos. É um sistema no qual o leite que entra troca calor com o leite que sai em contracorrente, aproveitando desta forma, 80 a 90% do calor gasto no aquecimento.
Este sistema deve ser totalmente automatizado e dotado de um gráfico no qual se registra toda operação que envolva temperatura. Em caso do leite não ser devidamente aquecido, o equipamento deve possuir uma válvula de derivação de fluxo que irá comandar o desvio do leite para o tanque alimentador, isto é, o leite retorna à entrada do pasteurizador devendo atingir a temperatura e o tempo necessários.
Este tipo de pasteurização é muito utilizado para leite in natura, creme de leite e leite para a fabricação de queijos.
Temperatura e tempo: 72 a 75° C por 15 a 16 segundos.
O leite pasteurizável
Com exceção do leite em que o equilíbrio físico se encontra alterado pela acidificação, que consequentemente irá coagular (talhar) por efeito de uma elevação de temperatura (vide teste de fervura) mais ou menos acentuada, todo e qualquer leite pode ser submetido a um tratamento térmico.
O leite pasteurizável deve possuir as características organolépticas de um leite normal como: cheiro, sabor, cor, viscosidade.
Sob o ponto de vista físico, a sua estabilidade pode ser definida pelo grau de acidez, que deverá não exceder a 18° Dornic, embora tal critério nem sempre esteja isento de erro.
Quanto à sua carga microbiana, se o aspecto quantitativo tem grande importância, as suas características qualitativas, estão sujeitas a ponderações da mesma forma. Por vezes uma contaminação pequena no seu índice quantidade pode ser constituída de bactérias altamente acidificantes. Relembrando desta forma a necessidade da adoção de uma rotina rígida de higiene e sanitização desde o manejo, transporte, recepção e manipulação após a pasteurização.
A eficiência da pasteurização
O efeito da pasteurização não depende somente do tratamento térmico empregado, mas sobretudo do conteúdo de microrganismos resistentes ao calor.
O sucesso do tratamento térmico pode ser condicionado por três importantes fatores:
- qualidade do leite cru
- tratamento empregado
- contaminação pós-pasteurização
O sucesso ou o insucesso na elaboração de produtos lácteos está diretamente condicionado aos fatores supramencionados, ressaltando desta forma todos os procedimentos técnicos corretos que devem ser adotados desde o manejo do gado ao produto no mercado.
| Iogurte
Lenta e alta |
80°C por 30 minutos
90°C por 3 minutos |
| Leite in natura
Rápida e alta |
72 a 75°C por 15 a 16 segundos |
| Fermento Lático
Lenta e alta |
90°C por 60 minutos |
| Queijos
Lenta e baixa Rápida e alta |
65°C por 30 minutos
75°C por 15 a 16 segundos |
Como testar a eficiência da pasteurização
A comprovação da eficiência da pasteurização pode ser verificada através de uma prova simples e de baixo custeio, prova esta exigida por lei e que deve ser implementada na rotina de uma fábrica de laticínios. Fosfatase alcalina – kit comercial
Trata-se de uma prova enzimática na qual se pesquisa a presença da enzima fosfatase alcalina naturalmente presente no leite cru (em leite pasteurizado a fosfatase alcalina não deve estar presente, por não resistir ao calor da pasteurização).
Basta mergulhar a fita para detecção da fosfatase alcalina no leite a ser testado e verificar a formação de coloração ou não após alguns segundos. A mudança de coloração indica a presença da fosfatase alcalina, consequentemente o leite não foi devidamente pasteurizado.
Fonte: www.queijosnobrasil.com.br
Conheça quais são os principais tipos de vinho
Entre no mundo dos vinhos e aproveite o inverno!
O vinho é uma das bebidas mais apreciadas do mundo! Durante o inverno, é ele que aquece as noites e prolonga as conversas em família ou ao lado da pessoa amada. Sendo um entendedor de vinhos ou não, conhecer as classificações mais simples e populares da bebida pode ser uma solução para você saber qual é o seu vinho favorito. Por isso, separamos um conteúdo especial para você conhecer um pouco sobre o assunto e aproveitar o melhor do inverno e dos vinhos.
Vinhos tintos
O vinho tinto é o resultado da extração de uvas tintas. Normalmente, sua coloração é vinda do trabalho feito com as cascas das uvas durante o processo de maceração que traz ao vinho suas principais características. O sabor e a cor do vinho estão devidamente ligados a dois fatores: o tipo de uva que será usada e o tempo de maceração. Por existir uma ampla variedade de uvas tintas, os vinhos derivados podem ter estilos muito diferentes, com temperaturas de serviço distintas: entre os 14ºC e 16ºC para tintos leves e 16ºC e 18ºC para médios e os encorpados.
Vinhos rosés
Com a mesma técnica da produção dos vinhos tintos, o Rosé pode ser feito por três métodos: o tradicional, o corte de vinho e a sangria. No método tradicional, as uvas são prensadas e mantidas por um período que varia entre 2h e 24h até que se obtenha o tom rosado. Já o método de corte de vinho consiste em uma mistura do vinho tinto já vinificado com o vinho branco, mas ele não é muito apreciado. Esse método em algumas regiões é proibido por lei.
Já o método sangria consiste em: antes da fermentação, retirar uma parte do mosto (em geral até 10%) das uvas prensadas. Deste líquido dá-se o nome de sangria, que é utilizado na produção do vinho rosado, que se configura um teor alcoólico mais acentuado. Os vinhos rosés mais famosos são produzidos na França, que utiliza o método tradicional, como também na Itália e em Portugal, além de Argentina e no Chile. É essencial mantê-lo entre 8ºC para servir!
Vinhos brancos
Com método similar ao do vinho tinto, os vinhos brancos têm sua produção baseada em uvas brancas, mas também podem ser feitos com uvas tintas. Sua produção é feita com as cascas sendo separados assim que são prensadas, para que elas não adquiram a coloração do tinto. Elas são prensadas de forma suave para que o suco seja retirado sem esmagar a semente e as cascas, como também são mantidos em temperaturas mais baixas para obter um vinho mais leve. O ideal é que ele seja servido numa temperatura mais baixa, entre 6ºC e 12ºC. Algumas uvas brancas são mais populares, como o Chardonnay e o Sauvignon Blanc que são da França.
Espumantes
Espumante é vinho com “perlage”, ou borbulhas, e são produzidos em dois métodos de produção: Charmat e Chapenoise, que podem ser tintos, rosés ou brancos. Eles são bebidas únicas, cheias de sabor e elaboradas a partir de diversos tipos de uvas, características de cada região produtora. Em Champagne, região da França, onde a produção é muito elevada, por exemplo, são utilizadas castas como Chardonny, Pinot Noir e Pinot Manier, de vários formatos.
Fortificados
Com um teor alcóolico mais levado, os vinhos fortificados possuem aguardente vínica ou outro destilado em sua produção. O álcool da bebida destilada mata as leveduras feitas pela fermentação, fazendo com que sobre uma quantidade maior de açúcar. O resultado é uma bebida mais doce, forte e com maior teor alcóolico. Se destacam nessa categoria o Vinho do Porto, Madeira, Jerez e Marsala. Eles são usados na gastronomia para compor vários preparos!
Fonte: www.etna.com.br
Adega Bortolan
Fundada por Leopoldo Bortolan, filho de Miguel Bortolan e Catharina Pietroski Bortolan, a Adega Bortolan é a primeira adega do Caminho do Vinho toda em pedra, como manda a tradição das adegas.
A Família Bortolan atua com vinhos há mais de 80 anos, mas, há 16 anos, está de cara nova. O sabor e a tradição em produzir vinhos permanecem os mesmos, mas o mix de produtos aumentou.
A Adega Bortolan abre de terça a domingo, das 10h às 18h, estando fechada nas segundas.
Aceita cartões.
Facebook: @AdegaBortolan
Contatos:
41 996640559
42 988223469
Bolinho de chuva
Bolinho de chuva é uma especialidade típica tanto em Portugal como no Brasil.
É feito de farinha de trigo, ovos, leite e fermento químico ou bicarbonato de sódio (e algumas vezes frutas picadas). Os bolinhos são fritos em óleo quente e polvilhados com canela e açúcar. Em geral, as proporções são três xícaras de farinha de trigo e duas de leite para um ovo e o fermento é o último ingrediente a acrescentar. A massa é repartida em bolinhas, com a ajuda de uma colher, antes de ser frita.
Devido à facilidade na sua confecção, os bolinhos de chuva são servidos regularmente na África e, em Portugal, onde a massa apresenta paladar próximo ao da massa da Bola de Berlim (conhecida no Brasil como sonho), e é mais usado no Natal.
O bolinho de chuva surgiu em Portugal e tornou-se popular no Brasil graças ao programa de televisão Sítio do Picapau Amarelo, onde a cozinheira Tia Nastácia sempre fazia esses bolinhos para Pedrinho, Narizinho e para a boneca de pano Emília.
A Origem do Arroz Carreteiro
Sem dúvida, em qualquer listinha que fizermos com os pratos mais populares do Brasil, entre os primeiros estará ele, o prático, saboroso e econômico arroz carreteiro ou, para muitos, arroz-de-carreteiro.
Embora seja deliciado por todos os cantos do Brasil, após ser apresentado pelas churrascarias espalhadas pelo país e fazer um enorme sucesso, o prato, na verdade, é originário dos pampas, representando a culinária da região.
Aliás, no Rio Grande do Sul é comum servir o arroz carreteiro como prato principal ou ainda acompanhando outra especialidade da região, o churrasco.
Mas, vale destacar que o arroz carreteiro, embora tenha origem nos pampas, ele também já faz parte da culinária de Goiás e Mato Grosso, onde, levado pelos gaúchos, o prato se tornou bem popular, variando apenas no tipo de carne.
Uma curiosidade que serve para explicar o porquê do nome e do enorme sucesso do arroz de carreteiro nos pampas, é que ele é feito, originalmente, apenas com ingredientes não perecíveis, ou seja, que suportam longos períodos de tempo sem refrigeração.
Lembrando que os carreteiros, eram homens que viajavam transportando cargas de um lugar para outro, por longos períodos de tempo, os quais precisavam se alimentar e durante suas paradas faziam suas refeições á base de alimentos como carne de charque (carne previamente salgada que pode ser conservada durante muito tempo).
O arroz, claro, já é um alimento popular no Brasil, de ponta a ponta, e não perecível, portanto ideal para aguentar longas viagens, assim como o charque.
Assim, o arroz carreteiro é uma receita cuja origem está relacionada aos mercadores dos pampas, que transportavam cargas, e passavam muito tempo atravessando a região sul em carretas, um meio de transporte puxado por bois.
Esses carreteiros, então, em suas paradas, costumavam cozinhar o charque picado, juntamente com o arroz, numa panela de ferro. Na receita tradicional, porém, não vai tomate, por ser perecível, somente cebola. Sendo, assim, uma receita bem prática, simples e rápida de ser preparada.
E enfim, por toda essa praticidade, o arroz carreteiro tornou-se o prato preferido dos carreteiros, vindo de encontro à necessidade de dessas pessoas de utilizarem uma receita prática e rápida para oferecer mais energia, além de ser extremamente saborosa, por isso, se transformando em um prato muito popular.
Pois é, além de se tornar uma receita muito popular e bastante requisitada no estado, acabou ganhando o país todo, principalmente, impulsionada pelas muitas churrascarias espalhadas pelos quatro cantos do país.
Como dito acima, no entanto, apesar de popular e saborosa, acabou ganhando releituras em outras partes do Brasil, especialmente no Nordeste e no Centro-Oeste, onde a mistura é conhecida como Maria Isabel.
Não é de hoje que o Brasil pega diferentes receitas e adapta á cada região, assim, em alguns lugares podemos ver o simples arroz de carreteiro ganhar ares mais sofisticados, ebora nem seja preciso, pois a receita é deliciosa, não precisando de mais nada.
Lembrando que a receita tradicional desse arroz leva a carne de charque, que deve ser colocada de molho por no mínimo 3 horas, e depois refogada na cebola e cozinhada na água com o arroz, só isso e já basta, bah, já é tri- legal!
FONTE: https: deliciasculinarias.com.br
A ORIGEM DA “VACA ATOLADA” PRATO TÍPICO DA CULINÁRIA CAIPIRA
“Com a carne bovina e a mandioca como principais ingredientes, a Vaca Atolada, prato típico Sul Mato Grossense conquista a várias gerações o coração de quem gosta de uma boa comida caipira.”
Sua origem vem das antigas comitivas boiadeiras, onde era comum os peões levarem a carne mergulhada na gordura, garantindo assim, sua alimentação por um bom tempo, no caminho colhiam mandioca para mais tarde ser misturada junto com a carne.
Era comum de uma fazenda a outra no remanejamento dos animais, a comitiva enfrentar longos períodos chuvosos, dias mais frios e o gado encalhar, quando isso ocorria, os peões tiravam um tempo para descansar e preparar uma refeição forte, cozinhando a carne junto a mandioca, dando o nome de ” Vaca Atolada”. A receita passou a ser comum em todo o país, como no Piauí, onde é preparada com outros cortes mas cozida junto com a mandioca assim como na receita sul-mato-grossense.
Confira a receita disponibilizada pelo O Sul Mato Grossense
VACA ATOLADA
1 kg de mandioca descascada e picada
4 tomates
3 colheres (sopa) de cebola desidratada
Cheiro-verde desidratado a vontade
3 tabletes de caldo natural
1 kg e 1/2 de costela de boi cozida
Pimenta a gosto
1 colher de sopa de colorau
Tempero a gosto
Modo de preparo:
– Refogue a mandioca e deixe cozinhar.
– Quando já estiver macia, acrescente o tomate picado, a cebola, o caldo natural e deixe cozinhar mais um pouco.
– Acrescente a costela de boi, deixe apurar mais um pouco.
– Cozinhe por aproximadamente 40 minutos.
– Salpique o cheiro-verde e a pimenta de sua preferência.
Fonte: portalfaces.com.br
9 curiosidades sobre Orquídeas que você não fazia ideia
As orquídeas possuem uma complexidade e beleza que faz delas flores especiais, sensíveis e com características interessantes e importantes. Podemos encontrar várias variedades, ou não fossem as orquídeas a maior família das plantas.
De entre as suas características, as que mais sobressaem são:
- Existem cerca de 55 espécies de orquídeas em Portugal;
- Conhecem-se entre 17.000 a 25.000 espécies;
- Têm sempre 3 sépalas e 3 pétalas (uma delas é diferente e modificada);
- Só tem um estame e está fundido com o estilete e o estigma;
- Algumas orquídeas são trepadeiras.
A Polinização das Orquídeas
A polinização das orquídeas é um tema bastante complexo e fascinante devido aos estratagemas que a flor usa para atrair os polinizadores – fator que captou desde sempre a atenção dos cientistas, entre os quais Charles Darwin (pai da teoria da evolução por seleção natural).
As orquídeas atraem os polinizadores com as suas cores e aromas, oferecendo em troca recompensas em forma de alimento, como néctares, cabelos alimentares, azeites, ceras ou outros compostos.
De forma geral, 97% das espécies de orquídeas precisam de um polinizador, pois o pólen não se espalha por ação do vento ou por ação da planta.
As orquídeas no mundo
Nos trópicos vivem as espécies mais exuberantes e vistosas, mas no continente da Europa e restantes zonas do mundo também encontramos as mais bizarras e com formas peculiares. Estas flores adaptaram-se essencialmente a dois estilos de vida muito diferentes:
Nas zonas de clima temperado
São plantas terrestres com raízes tuberosas ou rizomas e todos os anos têm um período de crescimento.
Nas regiões tropicais em ambiente florestal
A maioria são plantas epifíticas (uma planta vive sobre a outra), desenvolvem-se sobre os ramos das árvores e possuem área perene.
As orquídeas têm um número tão vasto de espécies, que até é possível encontrá-las nas regiões polares (exceto na Antártida).
9 curiosidades sobre as Orquídeas
1. Só não existem na Antártida
Com temperaturas negativas de -40ºC, seu clima não permite que as orquídeas nasçam no território.
2. A maior orquídea tem 6 metros
As maiores orquídeas encontradas até hoje estão no Brasil, mais propriamente nos estados de Minas Gerais e Bahia, e têm o nome de Epidendrum Scalares.
3. Não se aproveitam de outras plantas
As orquídeas não sugam nem prejudicam as árvores sobre as quais se apoiam. Estas flores alimentam-se de material em decomposição, que se acumula nas raízes, utilizando outras plantas apenas para seu suporte.
4. Existe uma espécie que com cheiro a chocolate
Dizem que é uma das mais interessantes por despertar o sistema olfativo. A orquídea chocolate tem uma fragrância semelhante à do chocolate, cores acastanhadas e é denomina-se por Oncidium Sharry Baby ‘Sweet Frangrance’.
5. Florescem no máximo 2 vezes ao ano
Não estranhe se não a vir dar flor todos os meses! Esta característica, de florescer apenas uma ou duas vezes por ano, faz desta planta uma flor especial, que merece toda a nossa atenção.
6. Se não houver insetos… não há orquídeas!
Nenhum outro animal é capaz de promover a sua polinização e o pólen das mesmas não se propaga por meio próprio ou ação do vento. As orquídeas dependem exclusivamente de insetos e de algumas aves para conseguirem polinizar.
7. São do tempo dos dinossauros
Um fóssil da planta da família da Orchidaceae com 80 milhões de anos foi descoberto na República Dominicana. E esta?
8. Produzem o seu próprio alimento
As orquídeas possuem a capacidade de produzir o seu próprio alimento (plantas autótrofas), através do processo de fotossíntese, que transforma gás carbónico e água em oxigénio e hidratos de carbono.
9. Têm um nome muito peculiarTerminamos o nosso artigo de blog com uma das curiosidades mais engraçadas sobre a planta. Sabia que o nome “orquídea” deriva do grego da junção de όρχις (órkhis) + ειδος (eidos) que significa, respetivamente, testículos e forma? É verdade, a tradução à letra desta planta é: “forma de testículos”.
Fonte: agriloja.pt
CURIOSIDADES SAUDÁVEIS SOBRE PÃES
Algumas informações interessantes sobre pães, seus valores nutricionais e indicações alimentares…
– PÃO BRANCO (NORMAL)
Também conhecido como pão francês ou pão de sal, o pão branco é o mais consumido pelos brasileiros. Ele é feito com farinha refinada de trigo e é rico em carboidratos e proteínas. Como o índice glicêmico é elevado, o pão branco é usado como padrão para medir a glicose nos alimentos. “Ele é o pão que apresenta o maior índice glicêmico e, por isso, não deve ser consumido antes dos exercícios ou de dormir”, diz Vinicius Oliveira.
O hábito de consumi-lo na primeira refeição do dia é bastante saudável, segundo o nutricionista. “Quando acordamos, nosso corpo de uma grande ingestão de energia, já que passou várias horas em jejum. Por isso, o pão branco, que contém mais carboidratos, é o mais indicado”, comenta. Após um grande gasto de energia, como depois de uma atividade física, comer um pão branco pode ajudar a recuperar a vitalidade.
– PÃO INTEGRAL
O pão integral não é preparado com farinha refinada, o que mantém as quantidades de vitaminas, minerais e fibras dos cereais no pão, tornando-o bastante nutritivo. Mesmo que também tenha carboidratos, as fibras contidas no pão integral desaceleram a absorção de glicemia pelo organismo, o que diminui o índice glicêmico.
“Esse tipo de pão é indicado para antes do treino. Como ele tem grande quantidade de fibras, que fazem o corpo absorver insulina de maneira mais lenta e gradual, garante energia durante todo o treino”, explica o nutricionista.
– PÃO DE LINHAÇA
A linhaça é ótima fonte de ômegas 3 e 6, por isso, ela só traz vantagens à sua dieta, além de ser um importante agente antioxidante e renovador celular. Um pão feito dessa sementinha também possui essas caraterísticas. “Ele é rico em fibras e gorduras boas, as insaturadas. Assim, o consumo desse alimento ajuda a melhorar o índice nutricional de nossa alimentação”, explica a nutricionista do Dieta e Saúde, Roberta Stella.
De acordo com o nutricionista Vinicius Oliveira, o pão de linhaça, ainda garante ao corpo um aumento de energia e de vitalidade. “A linhaça acelera o metabolismo, o que garante eficácia na produção de energia celular e ajuda a recuperar a fadiga muscular”. Por isso ele é uma ótima opção para um lanchinho antes e depois do treino.
– PÃO DE CENTEIO
Esse pão é o campeão no quesito quantidade baixa de gordura. “O pão de centeio é o que contém menos gorduras e proteínas, sendo uma boa opção para quem não quer mais consumir pão branco ou quer ingerir menos gorduras”, diz Vinícius Oliveira. Além disso, ele tem praticamente as mesmas fibras que o pão integral, ajudando no processo digestivo. No entanto, esse pão contém mais carboidratos do que os outros tipos.
– PÃO DE AVEIA
Rico em ferro, magnésio, zinco, cobre e proteínas, o pão de aveia é bastante indicado para quem tem problemas em controlar a glicemia, já que a aveia é rica em fibras solúveis, principalmente a beta-glucana, que retarda a absorção de glicose e do colesterol, sendo uma sugestão de pão para hipercolesterolêmicos.
Além disso, assim como o pão integral, a grande quantidade de fibras ajuda a abaixar o índice glicêmico, ideal para quem quer fazer um lanchinho antes de alguma atividade física mais demorada.
– PÃO DE MILHO
O pão de milho, diferente do que é feito de trigo, não perde a casca durante o processo de preparação. Por isso, ele é rico em fibras e minerais, como fósforo, ferro, potássio e zinco. Além desses nutrientes, o pão de milho também é rico em proteínas e vitaminas do complexo B. “Ele é uma importante opção para quem tem doença celíaca, já que o milho não contém glúten”, diz o nutricionista Vinicius Oliveira.
– PÃO AUSTRALIANO
Esse pão, feito de farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico, tem uma cor escura, que vem da farinha integral, e um sabor adocicado causado pelo estrato de mel usado durante o preparo. É rico em vitaminas, minerais e fibras provenientes da casca dos grãos de trigo.
– PÃO SÍRIO
Também conhecido como pão pita, ele é feito de trigo assim como o pão branco, só que contém menor quantidade de gorduras e de carboidratos. Ele é uma boa opção para quem quer variar a dieta sem aumentar a quantidade de calorias e gorduras ingeridas.
– CROISSANT
Croissant – que quer dizer crescente em francês – é aquele pãozinho em forma de meia-lua, feito com massa folhada e grande estrela do café da manhã dos franceses. Essa opção tem mais gorduras e calorias do que os outros tipos e deve ser consumida com moderação, principalmente as versões recheadas.
Descubra de onde veio a maionese
Por volta de 1756, os franceses, felizes por vencerem uma batalha da Guerra dos Sete Anos (1756-1763), resolveram comemorar a façanha com um banquete. Mas eis que na ilha de Minorca, na Espanha, não havia creme de leite. Como a necessidade, diz o ditado, é a mãe da invenção, o chef do Duque de Richelieu improvisou um molho com ovose azeite. Assim teria nascido a maionese, batizada de mahonnaise, para marcar seu local de nascimento, a cidade de Mahón. Mas essa é a versão francesa. Outra versão dá conta de que a maionese seria invenção espanhola e que o tal chef aprendeu a receita com a população local.
Seja qual for a origem, o crédito pela evolução e popularização da maionese é mesmo de um francês, o chef Marie-Antoine Carême (1784-1833). Foi ele quem tornou o molho mais leve ao trocar o azeite de oliva por óleo vegetal de sabor neutro, mais fácil de emulsionar com as gemas (não raro, a maionese com azeite talha horas após o preparo). A versão de Carême ficou famosa na Europa e conquistou a Rússia czarista.
Já a passagem da maionese caseira à industrial coube a um alemão radicado nos Estados Unidos: Richard Hellmann abriu a primeira fábrica da Hellmann’s em 1912 e, desde então, o molho se tornou um ingrediente fundamental de diversas preparações.
Basicamente, a maionese é uma emulsão que leva três ingredientes: gema de ovo, óleo e vinagre (que pode ser substituído por mostarda ou limão). Embora o preparo seja simples, é preciso cuidado para ela não desandar: o ideal é que os ingredientes estejam em temperatura ambiente e que o óleo seja adicionado vagarosamente, em fios finíssimos, para que os ingredientes se unam de maneira homogênea.
Nos anos 70, receitas com maionese estavam particularmente em alta por aqui.
Fonte: https://revistacasaejardim.globo.com



























