5 mitos e verdades sobre os vinhos

5 mitos e verdades sobre os vinhos. No mundo dos vinhos o que não falta é gente que entende um pouco de tudo e muito de nada. Assim criam-se verdades que acabam por minar o que realmente importa: o prazer de abrir uma garrafa e degustar. Pois bem, listamos alguns famosos mitos (ou verdades?) e damos nossa versão aos fatos.

Tinto só vai bem com carne e branco só com peixe?

A resposta fácil para essa pergunta seria sim, só que não! A regra básica é evitar tintos tânicos com peixe porque dá uma sensação horrível de que você colocou algo metalizado na boca como um parafuso – e vinho muito tânico é aquele que quando você experimenta faz a mesma careta de quando come caqui verde. Mas o conceito de que tinto só com carne e peixe só com branco é mito, pois existem outras variáveis.

Afinal, deve-se ou não cheirar a rolha quando abre a garrafa?

Se você, leitor, define-se apenas como bebedor de vinho, a resposta é não. Apesar de muita gente cheirar a rolha e fazer aquela cara de intelectual, a realidade é que não é assim que se sabe se o vinho está bom para ser consumido ou não, além de a cena ser um pouco estranha e até mesmo anti-higiênica. Mas, se você é um grande entendedor do assunto, sabe que a rolha pode indicar alguns tipos de problemas ou ainda mostrar o estado de conservação de vinhos de guarda (aqueles feitos para beber daqui 30 anos, por exemplo).

Em vinho doce vai açúcar? 

Não! Nem em suco de uva de boa procedência vai açúcar – nos recusamos a considerar sucos de caixinha. A uva é uma fruta e, como toda fruta, tem açúcar. Ponto.

Para a uva virar vinho acontece o seguinte: os açúcares da uva (a frutose e a glicose) transformam-se em álcool etílico – não é milagre, nem mágica, trata-se da fermentação.

Existem métodos que interrompem a fermentação (ou seja, para-se a transformação do açúcar em álcool) e então “sobra” açúcar da fruta. Em grosso modo, é assim que se faz vinho doce fortificado, como o Porto Messias.

Existem outros vinhos de sobremesa que são elaborados com outros métodos, mas sempre com o açúcar natural da fruta. Mas, como em toda regra, aqui também há exceção: existem produtores de vinhos que, infelizmente, têm o péssimo hábito de colocar um pouquinho de açúcar para conseguir o grau de álcool desejado na bebida.

Nem precisamos dizer que esses rótulos – que eles teimam em chamar de vinho – são os responsáveis pelos recordes de dores de cabeça no consumidor mais desavisado.

Quanto mais velho melhor? 

A realidade é dura, mas tenha coragem e leia: menos de 5% dos vinhos do mundo são feitos para envelhecer (os chamados vinhos de guarda) e, acredite, eles não são feitos para meros assalariados como nós. Ou seja, a maioria dos vinhos foi elaborado para ser consumido em até cinco anos. Compre e beba, por favor, pois a realidade pode ser pior, já que nem todo vinho velho é bom.

Pode-se guardar o vinho depois de aberto?

Sim, se for um tinto e você deixar um dia (dois, vai…) na porta da geladeira; se você tirar o oxigênio com aquelas bombas à vácuo pode até ficar uns 3 dias.

O que não adianta é querer abrir um vinho tinto hoje, tomar metade da garrafa e guardar o restante para daqui um mês, pois você irá degustar um delicioso… vinagre. Vinho é um produto vivo e reage em contato com oxigênio. Mas, exceção à regra, você pode guardar os vinhos do Porto ou os da Ilha da Madeira depois de abertos (um Justino’s Madeira 3 anos, por exemplo, aguenta um ano depois de aberta a rolha).

No caso dos espumantes, abra e deguste – pois não fica bom depois de algumas horas, a menos que tenha uma tampa específica que consiga vedar e segurar totalmente o gás.

Fonte: tutanogastronomia.com.br