Mandioquinha

Mandioquinha não é muito conhecida fora das Américas, por isso, dificilmente um alemão ou um italiano, por exemplo, terá um nome para o que os brasileiros chamam de mandioquinha, batata-baroa, batata-salsa ou cenoura amarela.

Assim como no português tupiniquim, em espanhol, ela também tem diversos nomes, como apio criollo, racachavirraca, zanahoria blanca ou arracacha. Esse último, aliás, é como a mandioquinha é chamada na língua inglesa. Os franceses, no entanto, chamam de pomme de terre-céleri o que os cientistas conhecem por Arracacia xanthorrhiza.

Mandioquinha: Origem

Essa raiz tuberosa é originária dos países andinos, mais especificamente da região que compreende o Equador e o Peru onde é bastante popular. E, segundo a Embrapa Hortaliças, responsável pelas poucas pesquisas nacionais em torno da mandioquinha, não se sabe muito bem quando essa raiz chegou a terras brasileiras. A versão mais aceita pela instituição é a que diz que, em 1907, membros da Sociedade de Agricultura, localizada no Rio de Janeiro, trouxeram suas mudas da Colômbia.

Da mesma família da cenoura, da salsa, do coentro, do anis, do aipo e do funcho, a mandioquinha se espalhou pelo Brasil e se adaptou muito bem às áreas de grande altitude onde as temperaturas são mais amenas, como Minas Gerais, Santa Catarina, Espírito Santo, São Paulo e Paraná – sendo este o maior produtor atualmente. Além do Brasil, Colômbia, Venezuela e Equador estão entre os países que mais produzem e consomem essa raiz.

Mandioquinha: Propriedades nutricionais

Além da niacina, a mandioquinha, segundo os pesquisadores da Embrapa Hortaliça, contém níveis razoáveis de vitamina A e também é uma fonte importante de energia devido ao seu teor de carboidrato (quase 19 g em 100 g de mandioquinha cozida). Além disso, graças à fácil digestibilidade de seu amido, essa raiz é bastante recomendada para crianças, idosos e pessoas em recuperação de alguma doença ou cirurgia.

A nutricionista Ana Ceregatti aponta para os níveis de fósforo (29 mg em 100 g) e do manganês (0,22 mg a cada 100 g) presente na mandioquinha. “O fósforo é importante para a manutenção do metabolismo ósseo e o manganês atua, dentre várias funções, como antioxidante. Estudos apontam uma possível correlação entre baixo consumo de manganês e agravo de sintomas da TPM, como dor e mau humor.” Além do fósforo, do carboidrato e do manganês, em 100 g de mandioquinha cozida você encontra 80 calorias, 0,9 g de proteína e 1,8 g de fibras.

Mandioquinha: Curiosidades

É justamente nas baixas temperaturas que a natureza oferece as melhores safras de mandioquinha – raiz que rende deliciosos cremes ideais para aquecer o corpo no inverno. De acordo com a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), é entre os meses de maio e agosto que os consumidores encontram as melhores mandioquinhas no mercado por preços mais acessíveis.

Na hora de escolher as melhores na feira, a Embrapa Hortaliças é quem dá as dicas: as raízes mais frescas apresentam um amarelo mais intenso; evite comprar aquelas cortadas com ferimentos, áreas amolecidas ou manchas escuras; e, principalmente, dê preferência às menores, pois são mais macias. Para conservá-las por mais tempo, guarde em um recipiente bem fechado ou em saco plástico na geladeira. Dessa maneira, as raízes mais frescas duram até cinco dias. Além de ficar deliciosa frita, assim como a batata, a mandioquinha pode ser utilizada na preparação de nhoque, suflês, saladas e croquetes.

Fonte: cantinhovegetariano.com.br