Como harmonizar vinhos e queijos

Foi na França que a combinação entre vinho e queijo ganhou força e tornou-se tradicional.

Tudo isso porque os franceses sempre foram os maiores e mais tradicionais produtores de vinho do planeta, e a combinação entre ambos se deu quase que naturalmente.

Embora no Caminho do vinho a predominância seja de imigrantes italianos, a combinação entre queijos e vinhos, ambos coloniais, também dá certo, e como! Mas para saber como essa mistura é mais que saborosa, vamos primeiro a um breve histórico desse casamento tão feliz:

 

Pesquisadores informam que, assim como o vinho, a cultura de produção do queijo tem mais de quatro mil anos 

Identificar e agrupar os mais diferentes tipos de queijos é o primeiro passo para o sucesso da sua harmonização com as variedades enormes de vinhos que existem. Segundo a escritora Juliet Harbutt, cujo livro “O Livro do Queijo” (Editora Globo, 2010) é referência e ótima fonte de investigação para os apreciadores do produto, eles se dividem em: fresco e fresco curado (ricota, requeijão, cottage, muçarela de búfala) branco mole  (brie, camembert e coulommiers), semimole (emmental, gouda, saint-paulin), duro (parmesão, pecorino, grana padano), azul (gorgonzola, roquefort, stilton) e temperado.

De acordo com essa classificação, os especialistas recomendam o seguinte:

– Os queijos frescos e curados, de modo geral, se dão melhor com vinhos brancos leves, secos e com nível de acidez elevado.

– Os queijos semimoles podem se conciliar bem com os brancos de forte aroma, bem como os tintos leves e frutados.

– Os queijos duros, por ter sabor com maior presença e complexidade, estão mais propícios à harmonização com vinhos tintos encorpados, pois sua acidez e nível de sal controlado não conflitam com o corpo dos tintos.

– Por fim, os azuis produzem maior satisfação quando acompanhados pelos vinhos doces.

Fonte: www.clubedosvinhos.com.br