Conheça a história de geleia


A geleia é um doce feito de frutas inteiras, em pedaços ou somente com a polpa. Além de apresentar uma aparência semitransparente, ela também possui consistência bem gelatinosa, por causa da pectina contida nas frutas.

Algumas frutas possuem uma concentração maior de pectina. Outras possuem em menor quantidade. Mas isso não impede a fabricação de geleia, pois é possível comprar pectina em lojas especializadas.

A forma tradicional de preparar a geleia é por meio do cozimento das frutas, junto com açúcar e água. Em seguida, deve-se coar a mistura, para que ela fique transparente depois que esfriar.

Em Portugal, a geleia tradicional é com os caroços e com as cascas do marmelo, após a polpa ter sido usado para preparar a marmelada.

São também chamadas de gelatina ou de geleia os doces feitos à base de açúcar ou de adoçante, de gelatina ou da pectina, aromatizante e corantes. Um doce chamado “chimia”, comum no sul do Brasil, que é bem parecido com geleia, é feito usando-se o bagaço das frutas e, às vezes, usa-se a casca da fruta também.

Origem da Geleia

Desde os tempos antigos, sempre houve a preocupação com a forma de conservar os alimentos. A maneira de fazer geleia representa um importante acontecimento, uma vez que ela foi criada com o objetivo de preservar as frutas.

O tempo de duração das geleias é de, aproximadamente, duas semanas. Desde sejam armazenadas na geladeira, e em potes de vidro hermeticamente fechados.

Especula-se que as conservas feitas com frutas, como geleias, compotas, doces em barras e frutas cristalizadas, são de origem árabe. Em especial aos mesopotâmicos, que usavam principalmente para fins medicinais, uma vez que as frutas ajudam no tratamento de várias doenças. No entanto, a origem exata da geleia ainda é incerta.

Sabe-se que, tanto o açúcar quanto essas iguarias, são usados como base para a produção de importantes medicamentos da farmacopeia árabe, bem como da medicina medieval da Europa.

Há uma outra versão sobre a origem da geleia, que seria creditada a Leonardo Da Vinci. O que levou a essa possibilidade foi o fato de ele ter mencionado no seu livro de receita, intitulado “Notas de receitas de Leonardo Da Vinci”, o passo a passo para o preparo de “geleia de marmelada de couve”.

Na verdade, é nesse documento que se encontra o primeiro texto contendo uma receita bem parecida com uma compota. A receita seria da cozinheira de Leonardo. Dizem que ele teria afirmado que jamais provaria aquela iguaria. Mas que era uma receita ideal para servir de acompanhamento para carnes.

Para outros ainda, a geleia teria sido criada por Nostradamus. O fato é que, até os dias de hoje, ninguém sabe exatamente qual a verdadeira origem da geleia.

De acordo com histórias, no ano de 1790, algumas mulheres, no sul da França, encontravam-se cozinhando maçãs. No entanto, elas tiveram que parar o trabalho para se protegerem de uma tempestade que se formava.

No dia seguinte, quando voltaram para o trabalho, elas perceberam que o cozido de maçã apresentava uma espécie de gel. Esse “novo” produto foi aprovado e as cozinheiras passaram a usá-lo no preparo de doces. Elas perceberam que os produtos passaram a durar muito mais.

Após esse acontecimento, a indústria de doces e geleias sofreu uma enorme mudança. Sabores naturais desses produtos passaram a ser produzidos, e com uma validade bem maior.

Durante a Idade Média, o nome de “compota” era usado para todo tipo de confeitaria feita a partir dos alimentos cozidos no mel ou no açúcar.

A introdução do açúcar na cozinha e na farmacopeia é creditada aos árabes. Quanto à arte de confeitar frutas e conservar, esta foi introduzida pelos cruzados, na Europa. Durante séculos, a forma de preparo dessas iguarias não sofreu nenhuma mudança. Se manteve rápida e simples.

Existem, basicamente, duas maneiras de fazer as geleias: uma é com os pedaços das frutas. E a outra é usando a polpa da fruta batida e passada em uma peneira. Isso ajuda a deixá-la mais transparente.

Há uma infinidade de sabores de geleia. Hoje em dia, é possível produzir geleias com todo tipo de fruta, até mesmo com aquelas que não possuem uma alta concentração de pectina, pois é possível comprá-la em lojas específicas, como aquelas que vendem doces e artigos para festas, por exemplo.

O Avanço dos Utensílios e das Compotas

Entre os séculos 17 e 18, já haviam sido bem disseminados os benefícios medicinais de compotas de frutas. Da mesma forma que o uso do açúcar em alimentos, e a arte de fazer doces, também já era de conhecimento de toda a população.

Os utensílios usados na cozinha também passaram por mudanças entre os séculos 15 e 18. A cozinha do confeiteiro do século 18 era muito bem equipada. Ela possuía, além do forno e do fogão, alfinetes que eram usados para verificar o status do cozimento das frutas. Havia também tachos, balanças, panelas, raladores, peneiras, tabuleiros (ou palanganas, como também eram chamados), facas, vasilhas feitas de barro e de metal e escumadeiras. Tudo isso era usado para produzir as conservas e a geleias.

A cozinha de Leonardo Da Vinci, apesar de ser uma cozinha pertencente à nobreza, era mais simples. E não possuía tantos utensílios. Talvez, tenha surgido aí o seu interesse em criar os seus próprios utensílios, que ele registrou em suas anotações, e que seriam usados para picar, limpar, cortar, moer e descascar alimentos. Devido a esse registro, a invenção do garfo de três dentes foi até atribuída à Leonardo Da Vinci.

Hoje em dia, embora não sejam usados muitos utensílios na produção de geleias, eles continuam sendo muito importantes. Os principais são: panela de paredes e fundo grossos, colher de metal e potes de vidro com tampa. Esses são, basicamente, os três principais utensílios usados para fazer geleia.

A quantidade de sabores de geleias existentes hoje em dia é muito grande. Com o passar do tempo, a ideia de combinar frutas se tornou tão comum, que sabores mais exóticos passaram a ser produzidos também, como geleia com pimenta e cachaça, por exemplo.

 

Fonte: https://www.clubedageleia.com