Como surgiu o café colonial

Como surgiu o café colonial. Saiba mais sobre uma das especialidades do Caminho do Vinho. 
Morro Reuter/RS foi o berço do café colonial, na época em que ainda era distrito de São Leopoldo. Depois de Dois Irmãos, Gramado e Canela/RS deram fama nacional ao café acompanhado de dezenas de iguarias, cada vez mais sofisticadas. 
Dois Irmãos ostenta o título de Capital do Café Colonial. Mas foi em Morro Reuter que nasceu o chamado café com mistura, origem do que veio a se tornar atração turística. Ainda nos anos 1950, o restaurante do Turista, e o Galeto Copacabana começaram a servir um café reforçado por muitos produtos da colônia alemã.
Passageiros do ônibus e carros que trafegavam pela faixa federal, como era chamada a estrada de chão batido, não resistiam ao apelo do galeto servido com massa caseira, polenta e saladas. Foi quando os Feltes começaram a oferecer, além de almoços, um café com acompanhamentos caseiros a que batizaram de café com mistura. Junto com as xícaras e bules, vinham para a mesa de pães de trigo e milho, roscas de polvilho, cucas, queijo, linguiça, morcilha, queijo-de-porco, nata, requeijão, mel, salsicha bock, rocambole, rabanete e pepino. Tudo de produção própria. Estava nascendo Morro Reuter o logo famoso café colonial, também servido nas mesas da Rodoviária e no restaurante do Turista.
Os Feltes mantiveram o Galeto Copacabana até 1982. Depois de um período de abandono, Elton e Carmen Wedig adquiriram o prédio, que passou por reformas e foi reaberto em 16 de dezembro de 1988 com o nome de Restaurante Klaus Haus. A área da Rodoviária hoje é ocupada pela fábrica de Calçados Maide, e onde existia o Turista surgiu a primeira linha de costura da Indústria de Calçados Wirth, depois substituída pelo prédio da atual Metalúrgica Reuter.
No final da década de 1960, ficou totalmente asfaltada a BR-101, entre Osório e Torres. A maior parte das empresas de ônibus interestaduais optou pela nova ligação junto ao litoral, principalmente quando a freeway foi inaugurada, em 1973. E o esvaziamento do fluxo de viajantes se ampliou quando ficou pronto o asfalto que também leva à Serra, desviando por Portão e São Vedelino. A nova realidade econômica se tornou um desafio para os moradores de Morro Reuter”.