Carne vermelha: mocinha ou vilã?

Carne vermelha: mocinha ou vilã? Há quem diga que a carne vermelha faz mal, mas será mesmo?

Elas realmente são fontes de gordura saturada, e o consumo em excesso, aliado a fatores como sedentarismo, por exemplo, pode contribuir para o aumento do colesterol e consequentemente maior incidência de problemas cardíacos. Mas isso não significa que sejam totalmente maléficas.

A nutricionista Cintya Bassi, do Hospital e Maternidade São Cristóvão, explica que são muitos os benefícios da carne vermelha. Por isso, não devem ficar fora da dieta.

De acordo com as recomendações brasileiras, o consumo diário de carne pode variar entre 100 e 120 gramas. “Isso é o suficiente para suprir as necessidades nutricionais da maior parte dos indivíduos, variando entre carnes brancas e vermelha”, afirma.

Mas a recomendação contrasta com o gosto do brasileiro, que em geral consome grandes quantidades de carne diariamente. Além de consumir com moderação, é importante optar por carnes magras e preparações saudáveis, evitando frituras e preferindo carnes assadas, grelhadas ou cozidas.

É importante ressaltar ainda que a carne deve ser comprada em local de boa procedência e não deve ser consumida crua ou mal passada para evitar o risco de doenças.

Mitos e verdades sobre a carne vermelha

Carne vermelha não tem benefício para a saúde. Mito.

“As carnes vermelhas são fontes importantes de proteínas essenciais, necessárias para construção muscular e fortalecimento do sistema imunológico; ferro, mineral que compõe a hemoglobina e é fundamental para o transporte de oxigênio aos tecidos; zinco, importante também para o sistema imunológico;  e vitaminas do complexo B, especialmente B12, que participa da formação de células vermelhas e manutenção do sistema nervoso central”.

Frango e peixe podem suprir os nutrientes das carnes vermelhas. Mito.

“A carne vermelha é o alimento com maior teor de ferro, sendo importante no combate à anemia. Embora as carnes brancas possuam quantidades semelhantes de proteína, esse nutriente nelas não é tão facilmente aproveitado pelo organismo quanto na carne vermelha. Recomenda-se variar a escolha da carne, entre cortes magros de carne bovina ou suína, aves sem pele e peixes, para que seja possível aproveitar os nutrientes e benefícios de cada um deles”.

Eliminar de vez a carne da alimentação não é bom para a saúde. Verdade.

“Não é necessário eliminar a carne da dieta para que ela seja considerada saudável. Pelo contrário, a carne fornece nutrientes importantes à saúde e sendo assim, o mais indicado é aliar boas escolhas ao consumo em quantidade adequada. Entretanto, caso a opção seja não consumir nenhum tipo de carne, deve-se optar por uma alimentação ampla para que suas necessidades nutricionais sejam supridas, incluindo ovos, leites e derivados, soja, castanhas, nozes, entre outros alimentos. A orientação de um especialista é importante para que a escolha e as quantidades sejam adequadas individualmente”.

Fonte: www.bolsademulher.com