A hora certa de abrir um vinho

Quando se trata de vinhos, não estamos falando de uma ciência exata. Muito pelo contrário. Nos referimos a um produto cujo prazo de validade é indeterminado. O que temos, hoje, é uma grande oferta de rótulos com diferentes regiões de origem, variedades de uvas, safras e por aí vai.

Além das grandes mudanças mercadológicas, as produções ganharam tecnologia, a globalização invade nossa realidade e cada vez temos tudo muito mais rápido em mãos. E é aí que ganhamos um desafio interessante: descobrir o que cada garrafa tem para nos oferecer e ensinar, sem considerar como um obstáculo. Isso é, na realidade, fascinante e encantador.

Quando falamos em tempo de guarda, nos referimos a uma estimativa que tem uma série de fatores que influenciam neste período. Ao sugerir uma estimativa, nos baseamos na degustação do vinho, sua composição, a região de origem e a proposta do produtor.

É verdade também que a cor da garrafa, condições de transporte e armazenagem podem interferir na estimativa de guarda do vinho e o ideal é reduzir este tempo quando sabemos de interferências de temperatura ou exposição à luminosidade, por exemplo.

Seguem algumas dicas para nortear uma decisão de guardar ou não um vinho, mas lembrando que, regra não existe (o tempo é contado a partir da safra do rótulo):

Espumantes

Buscamos neste tipo de bebida, frescor e vivacidade. A grande maioria é feita para consumo imediato. Estoque seus espumantes por no máximo dois anos.

Brancos e Rosés

As garrafas translúcidas sofrem mais e, geralmente, brancos e rosés são armazenados nessas garrafas. Devido à maior suscetibilidade à oxidação, é importante não guardar esses vinhos por muito tempo, pois algumas características interessantes de aroma, sabor e frescor, podem se perder. Guarde por um período de 3 a 4 anos.

Tintos

A grande maioria dos vinhos produzidos atualmente são para serem consumidos sem longa guarda ou mesmo consumo imediato. Devido à presença maior de compostos antioxidantes, os tintos aguentam mais tempo que os brancos e rosés. Eles são um grupo mais complexo, pois temos desde um Beaujolais Noveau, para ser consumido extremamente jovem até um nebbiolo de expressão para se guardar por anos. De maneira geral, os tintos podem ser guardados por um período 3 a 10 anos. Um profissional pode auxiliá-lo em cada caso específico.

Fortificados / Licorosos / Doces

Porto, Jerez, Late Harvest, Madeira, Tokaji, Sauternes: esses vinhos possuem uma longevidade maior, uma vez que têm mais álcool ou mais açúcar que os anteriores, componente capaz de atuar como proteção, como explicado anteriormente. Neste caso, os vinhos podem durar entre 15 e 20 anos.

Contudo, se surgir a dúvida entre abrir ou não uma garrafa, diríamos: Abra! Assim você mesmo vai descobrir o momento ideal e definir o próprio gosto pessoal.

Fonte: Sommelierwine.com.br | Foto: Divulgação.