A história do biscoito

A história do biscoito é curiosa. Afinal, quem não gosta de biscoito? São tantas as receitas… Biscoito de polvinho, biscoito de maizena, pavê de biscoito, bolo de biscoito, torta de biscoito, até biscoito da sorte! São tantas delícias que não dá nem pra imaginar sem morrer de fome!
Hoje vamos conhecer mais sobre o biscoito e suas origens:

A história do Biscoito

Segundo as lendas, os antigos comiam grãos crus, moendo-os lentamente e triturando com os dentes, com isso surgiu a ideia de se amassar os grãos entre duas pedras, misturando água àquela massa e secá-la ao fogo, tornando-a numa pasta seca e dura.

Entre os egípcios, os biscoitos já pareciam bolachas secas e eram servidos adocicados com mel – uma vez que o açúcar ainda não era conhecido. Eram objeto de gentileza entre a casta nobre, os biscoitos feitos para dar de presente aos amigos. Na época, um especialista em fabricar os biscoitos era em geral um escravo, já que a receita era passada de geração para geração entre estes. Um especialista em biscoitos podia ser comprado, alugado ou tomado à força. Era um escravo de luxo.

O prelúdio do biscoito

A palavra biscoito tem origem de duas palavras francesas: “Bis” e “Coctus” e significa “cozido duas vezes”. Isso porque o biscoito surgiu da necessidade de viajantes carregarem seu próprio alimento, no caso o pão, e esse precisava ser cozido duas vezes, para ter menos umidade e, assim, durar mais tempo. Ele virava, portanto, um “pão duro”.

A forma que o pãozinho seco tomou foi a de um pequeno pastel recheado de carne, que era chamado de “pão do viajante”. Esse pão também foi usado para alimentar soldados durante guerras.
A popularidade do “biscoito” aumentou, rapidamente e, na Europa, em meados do século XVII, começou-se a adicionar chocolate ou chá ao biscoito. Criando o sabor e aroma, desde então para estimular as suas vendas, investia-se nos mais variados tipos de gostos e aromas. O progresso dos negócios dos biscoitos alertou as municipalidades para uma boa fonte de renda. Este súbito crescimento do comércio de biscoitos determinou, em retorno, uma busca por métodos e modos mais econômicos e de maior rendimento para sua fabricação – ali começava a industrialização do biscoito.

Industrialização e Exportação – o biscoito, bolacha ou cookie que conhecemos hoje

A Inglaterra mostrou ser um bom mercado produtor. Lá se fabricavam vários tipos de biscoitos muito saborosos e procurados. Ela logo começou a exportar o produto para suas colônias e em pouco tempo quase todas as cidades importantes dos Estados Unidos já consumiam o “biscoito para chá e café dos ingleses” .

Nos seus primeiros anos de colônia, os Estados Unidos não tinham condições de fabricar os biscoitos. Mas, reconhecendo a importância do mercado, não demorou muito para importar da Inglaterra os equipamentos necessários e deram início a uma florescente indústria de biscoitos. O passo seguinte, em razão da necessidade de fabricarem peças de reposição para as máquinas, foi logicamente à implantação, no norte, das indústrias para a fabricação de equipamentos de biscoitos.
Estava assim determinado o declínio das importações de biscoitos ingleses e o início da indústria norte-americana de biscoitos.
Daí em diante, a evolução se fez de forma acelerada – até mesmo o nome inglês “biscuit” foi abandonado e os produtos americanos foram rebatizados de “cookies”.
Hoje se pode contar com mais de 200 tipos de biscoitos, entre doces e salgados, com uma indústria altamente especializada, de formulações perfeitas e um total controle do seu mercado dentro de um processo de sofisticação muito desenvolvido.
O que havia começado com um trabalho escravo, ao tempo dos gregos, romanos e dos egípcios, hoje faz parte de um complexo industrial, dos mais importantes dentro do setor de alimentação.